Algumas produções


                                                                               

Atividade no ambiente Lightbot


Conforme  a proposição da atividade no ambiente lightbot foi possível vivenciar o ciclo  descrição-execução-reflexão-depuração, sobretudo, por exigir a criação de estratégias, correção dos erros a fim de chegar aos resultados desejados por meio de uma interface lúdica.


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                                                                                               Educar no contexto tecnológico: possibilidades de significados 

 Introdução
        Para tecer reflexões acerca do significado de educar no contexto tecnológico exige de nós o reconhecimento que as aprendizagens se dão, mesmo antes, dos espaços institucionalizados enquanto escola. Crianças, jovens e adultos interagem entre si e compartilham informações- aprendizados à medida que interagem com as tecnologias: dentro de casa com os eletrodomésticos, ao realizar um telefonema do aparelho celular, ao acessar a internet, num movimento de conta bancária ou numa simples conferencia do valor de produto ao utilizar o leitor de barras, no comercio. Ações que estão incorporadas no nosso fazer social e na lógica do mundo para trabalho, sobretudo enquanto potencializador de habilidades e competências que produza um sujeito criativo, propositivo e co-autor de sua história.

          Ampliando os significados
A autora Solange Jobim, estudiosa das infâncias, sobretudo no aspecto do materialismo-dialético, reconhece o conhecimento e as aprendizagens sob a seguinte perspectiva:
O conhecimento, quando busca a universalidade, procura respostas definitivas e sistemáticas sobre o real; a verdade na qualidade de ideia é pura expressão traduzindo a essência do real. O conhecimento se concretiza a partir de uma lógica no interior de um sistema explicativo e, por ter uma preocupação fundamentalmente didática, é algo que pode ser ensinado. Em se tratando da verdade, é possível transmiti-la, mas não é possível ensiná-la. Aquilo que se transmite no conhecimento é da ordem da informação, mas a verdade se dá pelas vias da linguagem, não por comunicação de conteúdos, mas por expressão, ou seja, pela essência espiritual de uma singularidade (JOBIM e SOUZA, 2008:76).
Ensinar e aprender estão sendo desafiados como nunca antes. Há informações demais, múltiplas fontes, visões diferentes de mundo. Educar torna-se mais complexo porque a sociedade também é mais complexa.  Precisamos repensar todo o processo, reaprender a ensinar, a estar com os alunos das diferentes faixas etárias- diferentes experiências culturais, a orientá-los nas atividades, a definir o que vale a pena fazer para aprender com seus pares, com o professor e vice-versa.
Novas formas de pensar, de agir e de se comunicar são introduzidas como hábitos corriqueiros. Somos envolvidos em constantes alterações no cotidiano, mediadas por múltiplas e sofisticadas tecnologias. As tecnologias invadem os espaços de relações, midiatizando estas e criando ilusão de uma sociedade de iguais, segundo um realismo presente nos meios tecnológicos e de comunicação.
As mesmas técnicas podem se integrar em conjuntos culturais diferentes: [...] Uma técnica não é nem boa nem má (isso depende dos contextos, dos usos e dos pontos de vista), tampouco neutra (já que é condicionante ou restritiva, já que de um lado abre e de outro fecha o espectro de possibilidades). Não se trata de avaliar seus impactos, mas de situar as irreversibilidades às quais um de seus usos nos levaria, de formular os projetos que explorariam as virtualidades que ela transporta e de decidir o que fazer dela. (LEVY, 1997).
Nessa perspectiva, as técnicas, antes de determinar, condicionariam a sociedade e a cultura. Dizer que a técnica condiciona significa dizer que abre algumas possibilidades, que algumas opções culturais ou sociais não poderiam ser pensadas a sério sem sua presença, na perspectiva de que possibilidades serão abertas e talvez nem todas sejam aproveitadas.
Para Kenski (2003), a evolução tecnológica não se restringe aos novos usos de equipamentos e/ou produtos, mas aos comportamentos dos indivíduos que interferem/repercutem nas sociedades, intermediados, ou não, pelos equipamentos. Portanto, é possível compreender as tecnologias como os produtos das relações estabelecidas entre sujeitos com as ferramentas tecnológicas que têm como resultado, a produção e disseminação de informações e conhecimentos.
As TIC, entre outras funções, buscam apresentar outras possibilidades de trabalhar o conceito de conhecimento. O adquirir competências torna-se um processo contínuo e múltiplo, em suas fontes, em suas vias de acesso, em suas formas. Nessa lógica, pensar a educação, o lugar da escola – enquanto espaço crítico em relação às informações e às manifestações veiculadas pelas diversas mídias, reconhecendo sua interferência no modo de ser e agir das pessoas e na própria maneira de se comportar diante de seu grupo social, como sujeito de direitos - torna-se um dos desafios àqueles que estão envolvidos na prática de uma educação emancipadora. Os ambientes virtuais de aprendizagem constituem uma ambiência rica em possibilidades de diálogo com o conhecimento instituído, de construção de novos conhecimentos e culturas e de ampliação de visão de mundo de todos os partícipes desses processos, já que o ciberespaço traz consigo essas amplas possibilidades de interação com o novo, com o outro, com a diferença.  (LARROSA, 2001).
Pensar numa outra escola, num outro currículo é antes de tudo discuti-lo no ambiente escolar com os diferentes segmentos que compõem “esse lugar”, repensando uma escola conectada com o mundo. E estar conectada com o mundo não deve ser sinônimo apenas da presença da internet, se ela não tiver uma utilidade prática às crianças e aos adultos. Desde as ações simples de se ter um correio eletrônico, como ampliar as experiências pedagógicas-culturais por meio de intercâmbios: o local para o global. Este é um, dos ilimitados desafios que os professores e toda equipe pedagógica buscará consolidar com seus alunos a fim de que as aprendizagens tornem-se significativo às diferentes gerações.
O aluno ser capaz de modificar o modo como se encara a si próprio, compreendendo que deverá reeducar-se mais para aprender, do que para ser educado. Isto aponta para a necessidade de construção de uma visão da aprendizagem, de uma cultura e prática de aprendizagem pró-ativa. Implica uma postura de aprendizagem do ser- sensível à colocação de questões, à resolução de problemas, à indagação, à inquietação perante o saber, ao lidar com a incerteza, à ideia de que o conhecimento se constrói e não se recebe em “pacotes”, ou seja, por condicionamentos – alienação.

Considerações finais (sem a intenção de concluir...)

Diante da quantidade de informações disponibilizadas na sociedade atual e da velocidade em que surgem nos diversos meios de comunicação, torna-se necessário fazer uma distinção entre informação e conhecimento. Segundo Pimenta & Ghedin (2002:38), conhecimento envolve mais do que obter informações,

Conhecer significa trabalhar as informações. Ou seja, analisar, organizar, identificar suas fontes, estabelecer as diferenças destas na produção da informação, contextualizar, relacionar as informações e a organização da sociedade, como são utilizadas para perpetuar a desigualdade social. Trabalhar as informações na perspectiva de transformá-las em conhecimento – em aprendizagens,  tarefa primordialmente da escola.

Reforçamos o pressuposto de que a escola tem o dever de promover a autonomia de sucesso na perspectiva de que a educação deve ser vista como individualizadora (no sentido de individuação, não de individualismo), organizando-se em torno da ideia de diferenciação pedagógica e não como massificadora, como valorizadora da diversidade e não como reprodutora da uniformidade, da impessoalidade e das práticas estandardizadas.

Referencias Bibliográficas
JOBIM e SOUZA, S. Infância e linguagem: Bakhtin, Vygotsky e Benjamin. – Campinas, SP: Papirus,11ª Ed.,2008.
KENSKI, V. M. Tecnologias e ensino presencial e a distância. Campinas: Papirus, 2003.
LARROSA, J. Pedagogia Profana – Danças, piruetas e mascaradas. 4ªed. Belo Horizonte:
Autêntica, 2004.
LÉVY, P. A inteligência coletiva: por uma antropologia do ciberespaço. 3 ed. São Paulo: Loyola. 2000
SANTOS, M. Por uma outra globalização. Do pensamento único à consciência universal.  10ed. Rio: Record, 2003.



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