quinta-feira, 25 de setembro de 2014

PROJETO DE APRENDIZAGEM: no mundo dos possíveis...

Exercer a função de trabalhador na educação, sobretudo, diante dos ilimitados desafios que compõem nossa profissão ao longo das décadas, ainda assim, é possível tratar “dos possíveis” à medida que nos colocamos na perspectiva da formação continuada, por isso desejei fazer parte do grupo de discentes do IFES – PIE.

Ao afirmar tal constatação exige de mim que contextualize de que modo me percebo nesse lugar chamado escola, numa caminhada de mais de três décadas no magistério, na função de professora e posteriormente pedagoga.

Enquanto sujeitos culturais que somos, transito entre o lugar daquele que produz aprendizagens e também constrói aprendizados. Relação esta, no “mundo dos possíveis”, no qual um Projeto de Aprendizagem (PA) tem a capacidade de mediar os princípios da inter e da transdisciplinaridade, sobretudo, na lógica de utilização das TIC’s na educação contemporânea.

Considerando que o nosso P.A teve como tema focal “A História do Espírito Santo” e o grupo foi constituído, na grande maioria, por colegas que também vivenciam o cotidiano escolar, foi possível discutir sobre o tema de modo que o nosso desafio era construir o projeto tendo em mente um estudante que manifesta interesses com os conteúdos à medida que estes tenham significados contextualizados, ou seja, produza um sentido para eles.

Reconhecendo também que esta geração faz das tecnologias a extensão do seu cotidiano, enquanto sujeito comunicador que reproduz as culturas, mas também as ressignifica-as, o desafio foi garantir no PA as estratégias didático-metodológicas que contemplassem a pesquisa, a autonomia, a cooperação, bem como, a elaboração dos conceitos por meio das TIC’s enquanto potencializadoras das aprendizagens.

Na função de pedagoga que exerço nos dois turnos de trabalho, enquanto articuladora com os professores dos objetivos que desejamos alcançar com nossos estudantes à luz do pressuposto ensino-aprendizagem, busquei contribuir incisivamente no PA, com vistas a delinear quais objetivos desejávamos construir para que os estudantes do 5º Ano – Ensino Fundamental I qualificando o currículo.

As decisões foram tomadas tendo como base várias leituras dos autores que debruçam-se  acerca das possibilidades do uso das TIC na educação enquanto promotoras de aprendizagens significativas aos diferentes sujeitos que fazem parte do contexto educacional.
Muitas vezes, esteve em mente à premissa que a ferramenta por si só não é capaz de potencializar conhecimento, se o professor não souber qual a intencionalidade presentificada em tal recurso. Penso que este foi um dos grandes balizadores da qualidade do trabalho que construímos coletivamente nessas Diisciplinas, haja vista nossas escolhas basearem-se no conhecimento do recurso articulado com os objetivos delineados no P.A.

Deste modo, nossas escolhas se deram do seguinte modo: a escolha do Scratch para as toponímias indígenas, a história do HagaQuê para história em quadrinhos ao retratar a história do Convento da Penha, a edição do vídeo do Movie Maker, dentre outros.
Destaco também a elaboração do folder que ficou criativo-personalizado, isto é, diferenciou-se  à medida que não representou apenas uma propaganda sobre o Espírito Santo, mas evidenciou sobremaneira, os recursos  utilizados  para destacar os conteúdos que tratam da  História do ES, ou seja, a concretude do princípio inter e transdisciplinar das Disciplinas de Mapa Conceitual e Projetos de Aprendizagem.

Isso nos convida a deslumbrar o mundo dos possíveis, em que a escola saia do lugar comum de ser engessada aos livros e conteúdos repetitivos. Lancemo-nos à postura da descoberta, do fazer diferente e melhor com nossos estudantes que já “sabem” que a escola por si só não é a garantia de absorção ao mercado de trabalho, bem como sinônimo de qualidade de vida e reconhecimento social, então que o uso das TIC’s sejam potencializadoras em P.A  e qualifiquem os aprendizados dos estudantes de modo que eles sintam-se auto-confiantes e propositivos numa sociedade de adversidades e diversidades e utilizem das possibilidades do PA para outras vivencias da vida em sociedade.

Saudações Pedagógicas
Rosane Muñoz.


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