Exercer
a função de trabalhador na educação, sobretudo, diante dos ilimitados desafios
que compõem nossa profissão ao longo das décadas, ainda assim, é possível
tratar “dos possíveis” à medida que nos colocamos na perspectiva da formação
continuada, por isso desejei fazer parte do grupo de discentes do IFES – PIE.
Ao
afirmar tal constatação exige de mim que contextualize de que modo me percebo
nesse lugar chamado escola, numa caminhada de mais de três décadas no
magistério, na função de professora e posteriormente pedagoga.
Enquanto
sujeitos culturais que somos, transito entre o lugar daquele que produz
aprendizagens e também constrói aprendizados. Relação esta, no “mundo dos
possíveis”, no qual um Projeto de Aprendizagem (PA) tem a capacidade de mediar
os princípios da inter e da transdisciplinaridade, sobretudo, na lógica de
utilização das TIC’s na educação contemporânea.
Considerando
que o nosso P.A teve como tema focal “A
História do Espírito Santo” e o grupo foi constituído, na grande maioria,
por colegas que também vivenciam o cotidiano escolar, foi possível discutir
sobre o tema de modo que o nosso desafio era construir o projeto tendo em mente
um estudante que manifesta interesses com os conteúdos à medida que estes tenham
significados contextualizados, ou seja, produza um sentido para eles.
Reconhecendo
também que esta geração faz das tecnologias a extensão do seu cotidiano,
enquanto sujeito comunicador que reproduz as culturas, mas também as ressignifica-as,
o desafio foi garantir no PA as estratégias didático-metodológicas que
contemplassem a pesquisa, a autonomia, a cooperação, bem como, a elaboração dos
conceitos por meio das TIC’s enquanto potencializadoras das aprendizagens.
Na
função de pedagoga que exerço nos dois turnos de trabalho, enquanto articuladora
com os professores dos objetivos que desejamos alcançar com nossos estudantes à
luz do pressuposto ensino-aprendizagem, busquei contribuir incisivamente no PA,
com vistas a delinear quais objetivos desejávamos construir para que os
estudantes do 5º Ano – Ensino Fundamental I qualificando o currículo.
As
decisões foram tomadas tendo como base várias leituras dos autores que
debruçam-se acerca das possibilidades do
uso das TIC na educação enquanto promotoras de aprendizagens significativas aos
diferentes sujeitos que fazem parte do contexto educacional.
Muitas
vezes, esteve em mente à premissa que a ferramenta por si só não é capaz de
potencializar conhecimento, se o professor não souber qual a intencionalidade
presentificada em tal recurso. Penso que este foi um dos grandes balizadores da
qualidade do trabalho que construímos coletivamente nessas Diisciplinas, haja
vista nossas escolhas basearem-se no conhecimento do recurso articulado com os
objetivos delineados no P.A.
Deste
modo, nossas escolhas se deram do seguinte modo: a escolha do Scratch para as toponímias
indígenas, a história do HagaQuê para história em quadrinhos ao retratar a
história do Convento da Penha, a edição do vídeo do Movie Maker, dentre outros.
Destaco
também a elaboração do folder que ficou criativo-personalizado, isto é, diferenciou-se
à medida que não representou apenas uma
propaganda sobre o Espírito Santo, mas evidenciou sobremaneira, os recursos utilizados para destacar os conteúdos que tratam da História do ES, ou seja, a concretude do
princípio inter e transdisciplinar das Disciplinas de Mapa Conceitual e
Projetos de Aprendizagem.
Isso
nos convida a deslumbrar o mundo dos possíveis, em que a escola saia do lugar
comum de ser engessada aos livros e conteúdos repetitivos. Lancemo-nos à
postura da descoberta, do fazer diferente e melhor com nossos estudantes que já
“sabem” que a escola por si só não é a garantia de absorção ao mercado de
trabalho, bem como sinônimo de qualidade de vida e reconhecimento social, então
que o uso das TIC’s sejam potencializadoras em P.A e qualifiquem os aprendizados dos estudantes de modo que eles sintam-se auto-confiantes e propositivos numa
sociedade de adversidades e diversidades e utilizem das possibilidades do PA para outras vivencias da vida em sociedade.
Saudações Pedagógicas
Rosane
Muñoz.