Há
um consenso no meio educacional, pela grande maioria dos profissionais, que
atuam nas escolas com as diferentes gerações, que as tecnologias da comunicação
e informação (TIC) são necessárias para qualificar as aprendizagens dos
estudantes.
Nesta perspectiva,
cabe-nos refletir sobre a presença das TIC no cenário contemporâneo escolar, sobretudo, nos
modos de sua inserção às práticas pedagógicas numa correlação de dar voz às
expectativas, coautoria dos estudantes, geração esta que tem incorporado no seu
fazer cotidiano, a utilização de vários aparatos tecnológicos. Essas
transformações permeiam a vida cotidiana em, praticamente, todos os seus
vieses, e são à base do surgimento de uma outra cultura: a cibercultura.
Maciel (2006)
considera ambiente de aprendizagem aquele que viabiliza uma comunicação
multidirecional que permite interações individuais e coletivas entre todos os
envolvidos no projeto educativo. Colocam-se os recursos da internet enquanto ferramentas pedagógicas com a
proposição, a partir da mediação – orientação do professor, facilitadora do processo pedagógico,
sobretudo, numa sociedade que convive num ritmo frenético no qual o acesso
à formação acadêmica e a informação só poderá ser na
modalidade à distancia por meio dos ambientes de aprendizagem (AVA).
Este mesmo autor,
relembra que o mundo social e do trabalho necessita
de sujeitos que saibam conviver e produzir coletivamente. A modalidade da comunicação no ambiente virtual de
aprendizagem constitui um fator decisivo para a mudança do paradigma comunicacional e
educacional. A inteligência coletiva, o currículo em rede, a formação de redes
cooperativas podem ter como consequência positiva, a produção de uma nova ecologia
social e ser um caminho em direção à
sociedade do conhecimento.
Uma
década já é o bastante para reconhecermos que está referendada a modalidade EAD
enquanto acesso a informação, pois não depende de espaço e nem de tempo fixos.
Os estudantes ficam livres para estudar em seu próprio ritmo, independentemente
do lugar onde estejam.
A
internet e as comunidades virtuais, quando bem direcionadas pelos professores ,
tendo clareza da intencionalidade dos objetivos que descrevem para que os
estudantes venham consolidá-los, possibilitará que as aprendizagens sejam
significativas aos discentes.
Tais
práticas pedagógicas possibilitarão o compartilhamento de informações e a
produção de conhecimento de forma coletiva, propiciando ampliar as experiências,
estimulando a colaboração entre os alunos por meio da metodologia transdisciplinar que garanta as competências
de experimentar, deduzir, problematizar, interpretar, utilizar o raciocínio
lógico, refazer suas hipóteses nessa pluralidade de aprendizados da sociedade
tecnológica.
Em
síntese, as mídias e tecnologias dispõem de inúmeros recursos de
interação, comunicação e até mesmo de publicação, a partir de interfaces como
fóruns, e-mails, chats, blogs, wikis, permitindo que professores e estudantes
se expressem de diferentes formas entre si, numa perspectiva de compreender que
a coletividade não exclui as singularidades e
podem ser objetos que venham potencializar a qualidade da educação
contemporânea.
Referências:
MACIEL,
Ira. Ambiente Virtual: construindo significados. In: Curso de
extensão
Tutoria On line – Rede EaD Senac. 2006.
SANTOS
JR, A. C. P. Os benefícios dos ambientes virtuais de aprendizagem
para
alunos, professores e IES. Gestão Universitária, Rede Mebox. Ed. 271. Abr.2011.
Disponível em: http://www.gestaouniversitaria.com.br/index.php?option=com_content&view=article
&id=25189:os-beneficios-dos-ambientes-virtuais-de-aprendizagem-para-alunos-professores-e-ies&catid=265:271&Itemid=21.
Acesso em 24 jul 2014.
Nenhum comentário:
Postar um comentário